Há tempos não ia ao cinema e resolvi sair da rotina e me aventurar à assistir um filme com minha família. Minha mãe, meu irmão, minha cunhada, alguns primos e eu decidimos por assistir "The Avengers", ou "Os Vingadores", como preferirem. A princípio pensei: "meu, que filme é esse, coisa de nerd, nunca nem li os quadrinhos desses personagens, nem gosto da Marvel" - mas fui, afinal de contas todos estavam comentando e falando muito bem desse filme. Definitivamente, as pessoas que falavam do filme nunca estiveram tão certas em seus comentários. Eu fiquei vidrado no filme, meu olho não desviava da tela nem por um segundo, a imagem em 3D como se uma daquela flechas do Gavião Arqueiro fosse me atingir em cheio na testa. Fiquei encantado com o poder que a Viúva Negra tem de retirar uma informação, com toda classe e fineza de uma dama. As ironias do Homem de Ferro aliadas ao poder do semi Deus Thor e o espírito de liderança vindo do Capitão América, o mais antigos dos super heróis e o mais respeitado também. E o Hulk, ah o Hulk, não posso negar que sempre fui fã daquele monstro verde, que na minha concepção infantil, demonstra cada ser humano com seu lado bom e seu lado furioso. Os Vingadores trouxe para as telas um time incrível de super heróis que, mesmo com todas as suas diferenças e ego, se juntam para combater o mal que tenta dominar a terra. O filme para mim se resumiu em uma frase, dita no final, pós créditos, por um personagem chamado Thanos, e que somente quem ficou no cinema até o final dos créditos vai saber do que estou falando: "...os humanos não podem ser governados porque são desorganizados...desafiar os humanos é o mesmo que flertar com a morte." É ou não é algo a se pensar? Assistam The Avengers e tirem suas próprias conclusões sobre esse filme que eu digo com todas as letras, é F - E - N - O - M - E - N - A - L.
Pra colocar em palavras tudo aquilo que me preocupa, me faz remoer, me faz feliz e me faz viver.
terça-feira, 1 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
E que venha o frio.
E que venha o frio, com toda sua fineza, sua elegância, e traga a paixão. É no frio que os amores afloram, ficamos mais sentimentais, mais carinhosos, querendo sempre colo, cafuné e chocolate quente. Quem tiver a oportunidade de estar ao lado da pessoa que ama, não desperdice esse frio, aproveita, se joga embaixo da coberta e seja feliz. Aproveite o melhor que o inverno tem a oferecer.
E se quiser companhia, me chama, rsrs...
Bom frio!
sábado, 28 de abril de 2012
Pierrot e Colombina.
"O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina, e é sua sina chorar a emoção, em vão."
(Pierrot - Los Hermanos)
E quem não conhece a história de Pierrot, o palhaço triste que sofre pelo amor de Colombina, que por sua vez se apaixonou por Arlequim? Isso define muita coisa. Uma pequena história e infinitas conclusões:
As máscarasO teu beijo é tão doce, Arlequim...
O teu sonho é tão manso, Pierrô...
Pudesse eu repartir-me
encontrar minha calma
dando a Arlequim meu corpo...
e a Pierrô, minha alma!
Quando tenho Arlequim,
quero Pierrô tristonho,
pois um dá-me prazer,
o outro dá-me o sonho!
Nessa duplicidade o amor todo se encerra:
Um me fala do céu...outro fala da terra!
Eu amo, porque amar é variar
e , em verdade, toda razão do amor
está na variedade...
Penso que morreria o desejo da gente
se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente.
Porque a história do amor
só pode se escrever assim:
Um sonho de Pierrô
E um beijo de Arlequim!
(Menotti del Picchia)
Boa noite!!!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
As sem - razões do amor.
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
(Carlos Drummond de Andrade)
Pra não passar em branco o dia de hoje, por falta de tempo para escrever, deixo você nas mãos e nas palavras de Drummond.
sábado, 7 de abril de 2012
E tudo acaba em sushi
Existem duas formas de você ter irmãos na sua vida, uma delas é quando sua mãe e seu pai decidem te presentear com um irmão e outra é quando pessoas ficam tão próximas a você, que ultrapassa os limites da amizade e então surge o amor fraternal. Não sei o que seria de mim hoje sem o tereré com fofocas, sem as risadas da Aninha, ou sem o sofá da casa da Anna, sem a velhisse da Mariana, sem a revolta da Ligia, sem o juízo do Willian, sem as bobeiras do Vini e sem tantas outras coisas que só meus amigos-irmãos podem me proporcionar. Quero sempre poder terminar minha noite em "sushi" com muito bom papo e cerveja gelada. Amo muito tudo isso.
Boa noite!!!
Boa noite!!!
sexta-feira, 25 de março de 2011
A janela
Na janela ela podia ver o mundo e imaginava - o como em sua mente. Seus medos já não existiam mais e seus desejos estavam todos realizados. Seu amor estava ao seu lado. A minoria tinha voz ativa e a maioria era mais inteligente. Fazia sol todos os dias, mas um sol morno, gostoso, não aquele que queima a pele e a faz passar mal. As pessoas eram boas e solidárias uma com as outras, e a justiça era justa. Seus idolos estavam por perto e não havia mais lágrimas, a não ser aquelas suficientes para lubrificar os olhos. Da janela ela imaginava tanta coisa que num momento de desespero a abriu e tudo o que desejava foi sumindo como num filme que termina, em câmera lenta.
(Adriano Alex)
quinta-feira, 3 de março de 2011
15 ANOS SEM MAMONAS, 15 ANOS DE SAUDADES.
Lembro como se fosse hoje, era domingo e eu estava na missa, sim, naquela época era frequentador assiduo da catequese. Pararam a missa um instante para dar uma notícia. A notícia que iria fazer o Brasil chorar. Pessoas ainda cantavam o hit que os consagrou: "mina, seus cabelo é da hora, seu corpo um violão, meu docinho de coco, ta me deixando loucooo...", era o auge dos meninos de Guarulhos que mudariam o nossa concepção de rock nacional. Um acidente aéreo no dia 2 de março de 1996 e os 7 meses de sucesso acabavam de terminar. Ledo engano, 15 anos depois as pessoas ainda cantam o hit que os consagrou. Suas músicas de crítica misturadas com um humor descraxado são hits tocados na maioria das baladas, e dificilmente há um que não saiba no mínimo um trecho de alguma música deles. 15 anos sem Mamonas, mas o sucesso não morreu naquele acidente aéreo, apenas os firmaram como a banda mais amada do Brasil nos útlimos tempos. A tendência é que as gerações futuras nem venham a saber quem foram os Mamonas, mas a minha geração com certeza não esquece, e pode se passar mais 15 anos, e mais 15 anos, que ainda estaremos cantando "Pelados em Santos" como se fosse o último sucesso e chorando a morte de nossos ídolos. Como já disse antes, depois de Ayrton Senna, acho que o Brasil nunca sentiu tanto a morte de um ídolo como sentimos a morte daqueles cincos meninos, o fim da banda MAMONAS ASSASSINAS.
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